sábado, 8 de abril de 2017

Sobre meu conteúdo diário só tenho a dizer
Você é calmaria,
Porque longe de você eu me sinto... sentida.
Eu fico triste, vazia, nervosa, só me sinto.
Pra onde você foi agora? Não me importa.
Se não está comigo, eu sou egoísta, me corrói a alma, eu fico com raiva. PORQUE ME LARGAS AQUI?
mas não é culpa sua... é minha!
Por te querer demais, por precisar de você  pra ser minha cola...
A minha cola em ti.

terça-feira, 7 de março de 2017

Hoje não é quinta, mas que os deuses do tempo me permitam recordar
O problema amor, é de vez em quando lembrar do nosso primeiro dia,
Do primeiro beijo, do primeiro tudo, dá primeira vez
E hoje eu ouvi uma música que me fez correr na memória e lembrar de algo só seu
A gente fica mexido, não fica?
É só saber o que é amar, pra saber que o céu está em você.
Então amor, como diz aquela música que eu gosto:
Deixa eu bagunçar você!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Um olhar de cada vez

Um olhar de cada vez,
Basta isso para se refazer um dia
Um percepção diferente pra sentir uma nova sintonia
Refazer as cores, acreditar no elevar a alma
Um olhar de cada vez,
E você se apaixona, pela primeira vez
Ou de novo, pela mesma pessoa
Desde então percebes que tons maravilhosos esse ser tem
Porque nas escaladas dá vida
Cada vez, um novo olhar, pode te levar muito além.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ultimamente ando consumida. Consumida de cansaço e tristeza, sumindo em mim mesma, em uma profusão de palavras sem sentido e sorrisos pregados a lábios como um grampo prende inutilmente uma resma de papel, e estes escorregam pelas bordas de prata e se caem ao chão deixando-se arrastar pelo vento, ah e que misterioso vento.
Então eu ando me engolindo, começando pelos pés que se arrastam em vez de caminhar, e passa pelas costas já envergadas de tanto peso... o peso da magoa, o peso da culpa, o peso da vida, o peso; de repente me chega a cabeça e espia por dentro dos chamados espelhos da alma e me enxergo, tão confusa por dentro como estou por fora. Me consumindo.
Malditos sejam meus poucos anos que me sobrecarregam como os peso da velhice sobrecarrega aquele senhor sentado no banco do parque, e veja só, ao menos ele sabe sorrir para seu fardo e leva-lo em paz, mesmo diante da probabilidade da morte eminente, pois não se engane, os que estão mais próximos do fim são os que mais se importam com sua chegada.
Assim continuo, recitando um trecho, de Moraes que diz :
"Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure"

sábado, 12 de novembro de 2016

Cidade de concreto

E lá se vai mais um dia
Na escura e vazia, cidade de concreto
Onde o garoto chora enquanto a mãe implora
A Deus um lamento
Mas ninguém percebe
Ninguém se olha
Ninguém se preocupa em escutar
Porque ninguém entende, que é só mais uma gente
No meio dessa gente, ninguém mais há
E pobre do garoto pobre, que quer ser rico
Mas fica na sinaleira, pra comida não faltar
E pobre da alma, tão vazia e fria
Da menina rica, que só sabe chorar
E vai chorar porque? Se tens de tudo?
Mas na cidade de concreto quem existe é aquele que tem teto mas não tem lar
E assim vai a vida, vai mais um dia
Onde ninguém se importa quanto tempo vai durar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Dia de chuva

Hoje está frio
Um frio bom para estar junto
Para deitar sob as cobertas com você, e conversar besteiras
Bom para comer chocolate enquanto sinto seu cheiro envolver-me completamente
Bom pra alisar seu cabelo e mexer em sua barba, porque de repente isso é tudo o que eu mais quero hoje
Bom pra fingir que é fim de semana, eternamente, e que a segunda feira nunca vai chegar, assim eu posso te ter pra sempre
Bom pra fazer guerra de cócegas, mesmo sabendo que você sempre ganha, mas esperando sempre aquele beijo quente que vem no final
Bom pra te ter pertinho
Mas alguns quilômetros nos separam
E um dia. Quando chover novamente, eu quero me deitar no seu colo, e ouvir você me dizer, que eu sou a única coisa que você precisa por agora.

domingo, 3 de julho de 2016

Brotos

Porque rasga-me paixão
Após podar-me os galhos
Ainda arrancas de mim a vontade que tenho de me fazer flor
Não percebes que quando dizes que regas outras mudas
Seca-me a alma e inunda-me os olhos
Então me pedes que com o sol me abra para usares de novo do meu lento crescer
Porque, coração me tratas com tão fina agua(mar)
Se depois me largas, por outro brotar?